Aviso aos Leitores do Fragmento Literário

Bom dia, leitores!

Há alguns meses, eu, Barbara, idealizadora do Blog, sofri um acidente há alguns meses que resultou em diversas fraturas nos pés. Assim, a frequencia de postagens diminuiram. Mas, deixei alguns posts programado para os meses anteriores; só que para esse mês não consegui deixar nada programado para o futuro.

Graças aos nossos parceiros, o nosso Fragmento Literários ainda está de pé e ficará aqui para todos nós!

Porém, por enquanto, a frequência de postagena ficará BEM reduzida, infelizmente.

Agradeço a compreensão de todos!

Barbara – Redação Fragmento Literário

O Diário de Jack, o Estripador – Shirley Harrison

Sinopse

Estou com medo de olhar tudo que escrevi. Talvez fosse mais sensato destruir isto, mas em meu coração não consigo me obrigar a fazê-lo. Já tentei uma vez, mas como o covarde que sou, não consegui. Talvez em minha mente atormentada eu deseje que alguém leia isto e entenda que o homem que me tornei não era o homem que um dia fui.
O que está por trás do polêmico diário atribuído a Jack, o Estripador, um dos mais cruéis psicopatas da História.


Talvez em minha mente atormentada eu deseje que alguém leia isto e entenda. (Jack, o Estripador)


Confesso que já li muitos livros em minha vida. Alguns sequer lembro do enredo e dos personagens. Mas poucos livros foram tão intensos e marcantes como este. Não há beleza em suas páginas, não há personagens cativantes ou finais felizes, muito pelo contrário. Quem ler minhas resenhas sabe que sempre há uma dose de humor nos trechos tachados, mas este é um livro que não permite tais artifícios. Pode ser um tanto dramático para alguns, mas ler O Diário de Jack, o Estripador, é uma tarefa árdua. Explicarei mais adiante.

Sobre o livro…

jackQuem assina (supostamente) o diário é James Maybrick, morador de Liverpool, residente da Battlecrease House. Na época em que traçou as linhas deste diário, era casado com Florence. Sua esposa o via como um homem “severo e temível, mas com lampejos de ternura com seus filhos”(p.86).  Ao longo da obra muitos nomes vão surgindo nos mais diversos círculos da sociedade da Liverpool do século XIX.

A autora do livro é Shirley Harrison. Ela recebeu o suposto diário no ano de 1992 e até a primeira edição ser publicada, Harrison viveu uma verdadeira odisseia. Ao longo do livro, a autora nos revela seu trajeto até o último ponto que ela inseriu nas páginas desta obra. Traz à tona os seus métodos de pesquisa, as pessoas e os profissionais que consultou para verificar a veracidade ou não do Diário que tinha em suas mãos e como ela sofreu ataques daqueles que acreditavam que tudo não passava de uma grande farsa editorial fitando o lucro.

O que é de se esperar quando o tema é Jack, o Estripador, que no ano de 1888 cometeu assassinatos horrendos e brincou com a polícia londrina de “pega-ladrão”, saindo vencedor desse joguete. Sua verdadeira identidade jamais foi descoberta. Não até agora. Se você acredita que o Diário é verídico e que a Shirley Harrison tem argumentos convincentes, então depois de 100 anos, pode-se afirmar que Jack era James Maybrick.

O livro tem uma chuva de fatos históricos interligados aos Maybrick, e aqui cabe um destaque, sou historiador e conheço pouco deste cenário em particular, mas o método usado pela autora em sua investigação é digno de nota. Ela trilha os mais diversos caminhos para garantir legitimidade não apenas ao Diário, mas à sua pesquisa em si. Pontua as impressões dos especialistas consultados sejam eles de opinião condizente com a autora, sejam eles de opinião contrária.

Outro destaque – e isso me chamou a atenção – é o prefácio desta edição. O teor do texto que abre o livro e quem o assina, já funciona como um verdadeiro abre-las para o livro. No bojo do prefácio já temos aquilo que será o conflito do livro: a autenticidade do famigerado Diário. Para Canter, especialista em Psicologia Investigativa, se a única ou ultima forma de provar a legitimidade do material fosse a análise do psicológico do autor (sendo ou não James Maybrick) através dos fatos narrados nas páginas confusas do Diário, pode-se crer que ele é verdadeiro. Essa é, a meu ver, a parte fascinante do livro, a trilha psicológica traçada pelos especialistas neste ramo com base nos escritos analisados por Harrison.

Se você gosta de psicologia, vai adorar este livro. Se você gosta de investigação e método, também vai adorá-lo. Este livro é realmente complexo, quando a narrativa está concentrada em James Maybrick/Jack, o Estripador, o texto fica de fácil compreensão. Mas quando o foco muda para a legitimidade ou não do Diário, o texto fica mais pesado, mais técnico, o que para alguns pode ser enfadonho, mas é algo típico desse tipo de abordagem.

Para alguns a autora pode ser parcial em sua análise, mas sua parcialidade não é cega. Ela traz para o leitor os argumentos de seus opositores e por sua vez, rebate as argumentações que são contrárias ao que ela pensa. Nada mais natural. Não sou conhecedor da Liverpool vitoriana, nem mesmo de Jack, o Estripador, mas digo que a autora é persuasiva, tem base. Principalmente em um caso em que não há unanimidade  sobre a veracidade ou não do  Diário.

A questão é: o Diário é uma falsificação moderna (muito bem feita, por sinal) ou é um registro verídico feito pelo proprietário da Battlecrease House James Maybrick. Registro de sua campanha assassina, ou como pensava o autor/fraudador sua campanha de purificação, segundo as páginas do Diário: “Deus me colocou aqui para matar todas as putas”. Detalhe que a ideia de puta está intimamente ligada a um fato que marcou o James Maybrick: a traição de sua esposa.

Para finalizar, outro ponto positivo do livro é o fato da edição trazer as fac-símiles das cartas escritas para a polícia e assinadas pelo dito Jack, o Estripador, fotos da Liverpool da época, imagens dos jornais relatando fatos ligados aos Maybrick e aos assassinatos. Uma gama de material que enriquece a obra.

Pessoas foram vitimadas pelo Jack, o Estripador, seja o Diário ou não verossímil, evitei aqui fazer uma resenha com pitadas de humor em respeito às mulheres de Whitechapel que morreram pelas mãos do Estripador.

Por Gui Rhabelo – Farol Cultural

Amigos da Selo Jovem

Olhem só, leitores do F.L.!

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A selo Jovem atualmente é uma empresa independente, atua no mercado do livro desde 2013 e já possuí gráfica própria, distribuição própria, salão comercial próprio, tornando-se rapidamente uma editora com base sólida e confiável. O catálogo conta com mais de 50 títulos publicados, entre eles dois livros em destaque com o selo best seller.

O objetivo da Selo jovem é publicar obras com 100% de qualidade literária, sem pressa e trabalhando duro na revisão dos textos. Contam com ótimos profissionais desde; diagramadores, revisores, capistas, design e uma gráfica de qualidade.

A selo jovem foi fundada no mês de Março 2013, preparados para ingressar nesse mercado deram os primeiros passos e publicaram seus primeiros livros. Como toda empresa estreante tiveram problemas com preços, qualidade, e prazos. Mas jamais desistiram e continuaram trabalhando a fim de ganhar experiência e amadurecer a cada dia.

Hoje contam com 50 títulos publicados. Recentemente adquiriram gráfica própria e passaram a produzir os livros internamente. Seus profissionais obtiveram experiência e aprenderam a trabalhar de maneira simples e objetiva, estão constantemente contratando profissionais na área de revisão e buscando por novos trabalhadores nas áreas de marketing e traduções.

Além de um quadro profissional totalmente renovado, firmaram contrato com os correios e seus títulos recebem frete fixo para todo o território nacional. Seus livros possuem a mesma qualidade de outras editoras, todos os livros são costurados e colados, no papel pólen bold e soft, as capas são impressas em papel supremo e cartão triplex. Atualmente publicam livros nas medidas 14 x 21 cm, 16 x 23 cm e 12x 17 cm.

Apesar de novos no mercado São conhecedores das dificuldades encontradas no Brasil, tanto para escritor e Editor.

Show, não é mesmo?
Em breve, teremos mais novidades e divulgação dessa editora que só tem a crescer no mercado editorial brasileiro!

Entrevista com a autora JackMichel e Resenha de sua obra Arco-Jesus-Íris

Logo de JackMichel

Fragmento Literário: Qual foi a sua principal inspiração para escrever o livro Arco-Jesus- Íris?

JackMichel: A inspiração para a composição desta obra fascinante foi mesmo a própria década de 60, que em seus dez anos, revolucionou de maneira axiomática o século XX com sua moda, jargão, movimentos e cores. A parte isso, o livro narra a imponderável visita que Satanás fez ao arco-íris psicodélico de Jesus Cristo onde, chegando, descobre algo que jamais poderia supor em sua vida: o bem venceu o mal. Uma lição de amor.

F.L: Durante a composição dessa obra, houve uma influência direta do significado simbólico do arco-íris?

 J.: Absolutamente, visto que o “fenômeno meteorológico e óptico que ocorre quando a luz solar incide sobre as gotículas de água da chuva” é, para JackMichel, apenas fonte de feerismo e beleza inesgotáveis.

Foto promocional autora JackMichel 2F.L.: A multiplicidade de gêneros presente em sua obra literária não atrapalha o processo de criação de seus livros por não possuir uma característica “fixa”?

J.: De modo algum, pois que a concepção da narrativa é em regra submetida ao processo criacional de ambas; já o critério usado para a elaboração da escrita se dá unindo as cotas do texto a posteriori. Isto é, por vezes, Jack escreve a maior parte de um livro e separa trechos que eu devo preencher… outras, ela cria o título da obra e eu a componho… sendo que, ao termo do trabalho, o leitor atento não consegue notar tais enxertos, tão coesos são o rigor técnico e a imagem de expressão.

F.L: Qual foi o seu primeiro contato com a escrita? Como foi para você identificar esse dom na área?

J.: Bem… quando eu contava uns 12 anos de idade mais ou menos, época em que lia amiúde vates dos movimentos literários do século XIX e comecei a rascunhar meus primeiros manuscritos; Jack, minha irmã e parceira literária, já pegava na pena. Anos mais tarde, haja vista ambas terem amealhado bastante material escrito, decidimos juntar nossos calhamaços. Daí, tivemos uma ideia para mover este meio tão estático da literatura, composto somente por autores individuais: dar vida a uma terceira pessoa, “JackMichel, a escritora 2 em 1”. No que concerne a descobrir caminhos, a autora acha que a arte de escrever é algo intrínseco a ela, pois crê estar neste esmerado universo das letras porque cada ser humano traz em si dons inatos adquiridos antes do berço e que leva além do túmulo.

F.L: Com o lançamento de Arco-Jesus- Íris, em outubro de 2015, e outros livros para serem divulgados neste ano, existe outros projetos em andamento?

J.: À exceção do primeiro lançamento pela Chiado Editora e dos quatro próximos pela Drago Editorial, ainda no segundo semestre de 2016 (“LSD Lua”, “1 Anjo MacDermot”, “Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate” e “Ovo”), a escritora JackMichel declara aqui que possui imenso material literário arquivado, id est, muitas folhas manuscritas e papéis avulsos nos gêneros ficção, poesia, romance, fábula e conto de fadas.

F.L: A sua literatura é destinada para algum público em específico? 

J.: A extensa e variada obra de JackMichel destina-se ao público do mundo em geral porquanto a autora não cultue nenhuma espécime de prenoção a etnias, não adote tradições e nem faça uso de uniformidades culturais que possam ditar comportamentos ou dogmas de credos.

F.L: Como é lidar com o cenário brasileiro relacionado ao índice e acesso a leitura no país?

J.: Sem sombra de dúvidas é difícil afrontar tal cenário que sangra pelo nariz da economia, pela boca da educação, pelo olho do social e pelo ouvido do cultural que acaba por demolir o mito do culto às belas-letras. O Brasil, hoje mais do que nunca, passa por um processo de retardamento enorme no que concerne a ler livros; pois a truculência do momento atual causa o alheamento que atrofia, atropela e deforma as boas qualidades dos seres humanos que, ao invés de preferirem ter um livro entre as mãos, optam por empunhar um revólver ou uma faca amolada.

F.L: Já pensou em escrever obras em outros idiomas?

J.: Sim. E em termos de projetos para o futuro, JackMichel tem os mais alvissareiros possíveis pois tem também acenos positivos de várias editoras estrangeiras para a publicação de suas obras no exterior, cujos originais foram submetidos à prévia análise. Partindo desse princípio, as expectativas galopantes para a apoteose da escritora se ampliam cada vez mais, dentro e fora de seu país. Fama volat.

F.L: Qual é a mensagem que você gostaria de deixar para os leitores, em relação ao poder de transformação da leitura na vida de um ser humano?

J.: Não é de minha autoria. Mas vou deixar aos amáveis leitores do fantástico Fragmento Literário:

“Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como o corpo que não come.”(Victor Hugo).


RELEASE DO LIVRO “ARCO-JESUS- ÍRIS”

Livro Arco-Jesus-ÍrisNa colorida época do Flower Power Satanás decide visitar o arco-íris psicodélico de Jesus Cristo e, lá chegando, o louro e jovem Jesus hippie, vestido de jeans, conta a ele como faz para fazer o bem vencer o mal e o leva a conhecer os 7 círculos de seu arco-íris, que são 7 círculos de cores diferentes: no Círculo Violeta ele encontra Sharon Tate e Charles Manson, bem como as demais pessoas envolvidas no caso Tate… no Círculo Anil ele encontra Mao Tsé-Tung e os chineses massacrados durante a Revolução Cultural… no Círculo Azul ele encontra Heinrich Himmler e os prisioneiros mortos nos campos de concentração nazistas… no Círculo Verde ele encontra a Talidomida e algumas crianças deformadas pela pílula… no Círculo Amarelo ele encontra Jim Morrison e as entidades indígenas que o levaram a morte… no Círculo Alaranjado ele encontra Oscar Wilde e os responsáveis por sua tragédia particular… no Círculo Vermelho ele encontra Thomas Blanton e as vítimas do atentado de uma igreja batista em 15 de setembro de 1963. Após constatar que o mal realmente não existe naquele paraíso, Satã vai e conta ao mundo que é tempo de Paz e Amor.


 Resenha

Para mim, as expressões que definem a obra são “constante luta entre o bem e o mal” e, principalmente, “contínuas referências”.

No primeiro contato com a leitura, tive uma certa repulsa por não ser muito fã da temática religiosa, no entanto, percebi que a obra ia muito além disso.
A caracterização do contínuo conflito dos pares opostos, como o bem e mal, permite ao enredo a inserção de questionamentos profundos no consciente do leitor. Grande fator positivo.

Em contrapartida, a presença de inúmeras referências histórias e culturais, como períodos da história dos EUA – enfoque a era psicodélica e ao período da Guerra de Secessão – pode deixar a leitura confusa e pesada, pois isso poderá acarretar ao desinteresse do leitor perante a história protagonizada por Jesus Cristo, JC, e o anjo caído dos céus, Satanás.

“Cem anos depois, o Negro em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos das sociedade americana e se encontram exilados na sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.”

O livro em si é bem curtinho. Apenas 112. Mas são 112 páginas que irão imergir a sua imaginação durante a idealização da luta entre “JC” e Satã durante a exploração dos aspectos locais das cores do arco-íris.

“E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, “quando vocês estarão satisfeitos?”.


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Máquinas a Todo Vapor: A Literatura Steampunk

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Por Vladmir Pertkovic – Deviantart

Hoje venho comentar sobre um meus gêneros literários favoritos! O Steampunk!

Conhecido como uma ramificação da ficção científica, a literatura steampunk tem os holofotes direcionados a concepção de um novo espaço temporal que envolve tecnologias do século XIX, as queridíssimas máquinas à vapor.

Temos uma forte influência da Era Vitoriana, período da nossa gloriosa Rainha Vitória (1837-1901), que se relaciona com a utopia técnico científica desenvolvida pelos autores desse gênero, que deixa ainda mais interessante e criativo o enredo de cada livro que compõe o movimento steampunk.

O cenário proporcionado pelos princípios da Revolução Industrial deixa a nossa imaginação ainda mais aguçada, pois as criações tecnológicas da época entram em simbiose com o meio de criação de grandes autores, como Julio Verne. Então, temos robôs à vapor, cientistas malucos, uma sociedade fortemente diversificada e inundada por engrenagens.

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Então, para deixa-los explorar um pouco mais sobre o Steampunk, separei uma listinha bem interessante de livros que exploram esse mundo magnífico e estiloso, diga-se de passagem!

1 – 20 Mil Léguas Submarinas

Em 1866, quando navios de diversas partes do mundo começaram a naufragar e sofrer misteriosas avarias, governantes e homens de ciência mobilizaram-se para identificar, localizar e deter o misterioso monstro marinho responsável por tais ataques. Mas a missão não correu conforme os planos, e a besta desconhecida destroçou a fragata que fora em sua captura. Lançados ao mar, o professor Aronnax, o fiel Conselho e o exímio arpoador Ned Land foram resgatados e feitos prisioneiros pelo enigmático capitão Nemo, dono, líder e principal habitante do prodigioso submarino Náutilus. Navegando águas remotas dos oceanos e lançando-se em ousadas caminhadas submarinas, esses homens desbravarão a vida por um ângulo inteiramente novo, descobrindo a exuberância da flora e da fauna marinhas e experimentando emoções conflituosas, numa viagem vinte mil léguas sob os mares.

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2 – O Circo Mecânico Tresaulti

Respeitável público, sejam bem vindos ao Circo Mêcanico Tresaulti, o lugar para quem acredita no mundo mágico que nos rodeia. Permitam-nos conduzi-los por uma viagem através da luz e das sombras onde descobriremos uma forma de ver tudo e a todos. Onde não existe limite entre o picadeiro e a plateia, onde tudo é real e o limite é a nossa vontade de sonhar. Em pleno cenário pós-apocalíptico, ‘O Circo Mecânico Tresaulti’ ergue sua lona e dá início ao espetáculo. Ambientado sobre a perigosa superfície de um mundo devastado, cheio de bombas e radiação remanescentes de uma guerra pela qual todos já saíram derrotados, este romance nos apresenta uma caravana circense em eterna viagem através de muitas cidades sem país, região ou rota definida. Lugares que podem não mais existir quando o circo retornar. Aqueles que se juntam ao circo procuram segurança, trabalho sem risco de vida ou apenas uma nova forma de recomeçar. Através de imagens, a autora nos conduz por um realismo mágico com um toque da beleza steampunk, uma combinação que cria a atmosfera para personagens comoventes e de força poética.

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3- Leviatã – A Missão Secreta

Scott Westerfeld, autor da série Feios, reinventa aqui a Primeira Guerra Mundial em uma narrativa steampunk. Em lados opostos, mekanistas lutam com aparatos mecânicos movidos à combustível e darwinistas usam imensos animais geneticamente fabricados, e adaptados para a batalha. Alek Ferdinand, príncipe do império austro-húngaro, está sem saída. Perdeu seu título e o apoio do povo, restando apenas um imenso ciclope Stormwalker e um grupo leal de homens. Por outro lado, Deryn Sharp é uma jovem plebeia que se disfarça de homem para ingressar na Força Aérea Britânica. Os caminhos dela e de Alek se cruzarão de maneira inesperada, levando-os a bordo do Leviatã para uma viagem que mudará suas vidas.

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 4- Máquina Diferencial

Em uma versão alternativa da Inglaterra vitoriana, a ascensão do Partido Radical trouxe mudanças impressionantes. Pelas ruas da capital, cartolas e crinolinas misturam-se a cinétropos, gurneys e cabriolés. O trem metropolitano e o sistema de esgotos revolucionam a rede urbana. Tudo graças às conquistas científicas alcançadas pela Máquina: no auge da Revolução Industrial, os avanços promovidos pela tecnologia a vapor anunciam a era da informática. Com um século de antecedência. Mas Londres também é uma cidade em convulsão. O alvoroço causado pela turba desordeira assusta a população. Além disso, uma conspiração mais sofisticada – porém não menos perigosa – parece ameaçar a segurança e a estabilidade de todo o país. Enquanto isso, uma misteriosa caixa com cartões perfurados é objeto de cobiça e disputa, pois guarda um segredo estratégico, ligado a interesses nebulosos. Acidentalmente ou não, ela cai nas mãos de diferentes personagens, mudando suas vidas: Sybil Gerard, ex-amante de um político influente e filha de um insurreto executado; Ada Byron, filha de Lorde Byron, então primeiro-ministro da Inglaterra; e Edward Mallory, um respeitado cientista, descobridor do famoso Leviatã Terrestre.

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5 – Steampunk: Poe

Esta obra pretende apresentar o casamento entre o clima gótico dos contos e poemas do escritor Edgar Allan Poe e o chamado Steampunk, gênero de ficção científica e de fantasia que mescla aspectos tecnológicos do século XIX a uma certa rebelião contra a tecnologia. Procura apresentar obra de Poe em textos completos, com os contos macabros de horror e mistério junto a ilustrações no estilo Steampunk.

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Então, já leram algum desses livros? Gostaram?

Mayombe – Pepetela

“O Mayombe tinha aceitado os golpes dos machados, que nele abriram uma clareira. Clareira invisível do alto, dos aviões que esquadrinhavam a mata, tentando localizar nela a presença dos guerrilheiros. As casa tinham sido levantadas nessa clareira e as árvores, alegremente, formaram uma abóbada de ramos e folhas para as encobrir. Os paus serviram para as paredes. O capim do tecto foi transportado de longe, de perto do Lombe. Um montículo foi lateralmente escavado e tornou-se forno para pão. Os paus mortos das paredes criaram raízes e agarraram-se à terra e as cabanas tornaram-se fortalezas. E os homens, vestidos de verde, tornaram-se verdes como as folhas e castanhos como os troncos colossais.”

Editora Dom Quixote



Sinopse

500_9789722053044_pepetela_mayombePublicado originalmente em 1980, “Mayombe” foi escrito durante a participação de Pepetela na guerra de libertação de Angola, e retrata o cotidiano dos guerrilheiros do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) em luta contra as tropas portuguesas. O romance inova ao abordar não somente as ações, mas os sentimentos e reflexões daquele grupo, as contradições e conflitos que permeavam sua organização e as relações estabelecidas entre pessoas que buscavam construir uma nova Angola livre da colonização.
Já “A geração da utopia”, de 1992, acompanha um grupo de jovens que sonhou e lutou por um país livre e se depara com a realidade de Angola pós-independência. Com ironia e espírito crítico, o romance revê e confronta os valores revolucionários expostos em “Mayombe” com o que foi efetivamente construído após a vitória do MPLA sobre Portugal.
A publicação de “Mayombe” e “A geração da utopia” inaugura um esforço de trazer ao Brasil títulos esgotados da obra de Pepetela. A Leya cumpre assim sua missão de difusão da língua portuguesa em uma de suas mais brilhantes expressões.

Editora LeYa


Gente, sério, de verdade, do fundo do meu coração! Para tudo que você está fazendo agora e presta a atenção: você precisa ler esse livro pelo menos uma vez na vida.

Exagero? Não. Ok, um pouco, talvez.

Meu primeiro contato com Pepetela não foi muito feliz. Eu só fui descobrir a existência dele quando saiu a famosa lista de literatura da FUVEST (USP).

Desesperos a parte, eu fiquei bem frustrada pelo fato dessa lista ter ficado bem diferente da seleção de livros da COMVEST (UNICAMP). Mas, okay, a gente se conforma e vai ler para não fazer tão feio nas provas. E normalmente, nós, alunos, fazemos isso. Já chegamos com todos os preconceitos para ler esses livros que os vestibulares cobram, e não foi diferente comigo quando adquiri o Epub para o meu Lev.

“O Mayombe começa com um comunicado de guerra. Eu escrevi o comunicado e…o comunicado pareceu-me muito frio, coisa para jornalista, e eu continuei o comunicado de guerra para mim, assim nasceu o livro.” – Pepetela.

Vamos contextualizar as coisas para ninguém ficar perdidinho durante a nossa leitura: Pepetela, em Mayombe, utiliza o período de guerra da libertação angolana de Portugal como o plano de fundo do enredo, dando enfoque aos grupos guerrilheiros da época, em especial MPLA – Movimento Pela Libertação Angolana. Ou seja, teremos conflitos constantes de diversos gêneros na obra.

O cuidado na criação de uma polifonia entre as personagens, pelo autor, foi uma sacada genial para prender o leitor na obra. Cada indivíduo que compõe o grupo de guerrilheiros tem a sua voz na narrativa, que acaba nos convidando a adentrar no dia-a-dia desses homens.

“Sobretudo agora que somos fracos, que temos um efetivo ridículo, devemos ser prudentes. Os nossos planos têm que ser perfeitos. Ação sim, só ela agudiza as contradições que fazem avançar, mas ação consciente”.

Temos uma forte ideologia marxista-leninista – não fujam do Blog – que acaba permitindo a identificação de cada indivíduo que compõe o núcleo de personagens. Assim, a dimensão de seu ideais e pensamentos perante a situação vivida em Mayombe é caracterizada por essa inclinação às ideologias de esquerda. Com isso, há uma forte série de conflitos políticos e pessoais durante a convivência dos guerrilheiros, além de conter uma forte crítica às atitudes do MPLA.

Consequentemente, você também entrará não só nos conflitos internos do livro, mas com si mesmo e a nossa sociedade atual. E isso é o ponto principal que deixo nesta resenha.

De alguma forma, Pepetela irá cutucar aquela sua ferida oculta acerca dos problemas sociais que vivemos. Você vai identificar diversas situações que ocorrem durante a leitura com o seu dia-a-dia e irá refletir acerca disso.

A estruturação feita pelo autor sobre as relações entre os personagens nos remete a cenários tanto políticos quanto sociais. É possível realizar associações entre o nosso momento na história e o reflexo dela no meio. Para perceber isso, é necessária uma leitura bem atenta aos fatos e possuir uma mente aberta para as colocações de Pepetela sobre a temática de esquerda.

“Todos os homens possuíam um segredo; esse segredo os fazia combater, frequentemente por razões longínquas das afirmadas. Consciência política, consciência das necessidades do povo! Palavras fáceis, mas como age em cada um deles essa dita consciência?”

O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS, de Keith Donohue

Como sempre, temos em primeira mão os principais lançamentos da editora Darkside!

O livro da vez é O Menino que Desenhava Monstros, do autor americano Keith Donohue.

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“UMA ASSUSTADORA OBRA PRIMA GÓTICA.” – PETER STRAUB

Uma das principais características que destaca este autor entre os demais é a capacidade de criar um terror psicológico que deixa o leitor subindo pelas paredes a cada linha lida.


Sinopse

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.

Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.


Na superfície, O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.

Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS receberá o tratamento monstruoso já conhecido pelos leitores da DarkSide® em junho de 2016. A história também ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal.

Divulgação



Então, gostaram? Estão ansiosos? O livro já está em pré-venda! Você pode garantir o seu aqui!